Negócios sustentáveis

de base comunitária

O desenvolvimento de negócios sociais ou de impacto ambiental na Amazônia,
especialmente os liderados por populações ribeirinhas em áreas protegidas, é uma solução estratégica para combinar a conservação ambiental com desenvolvimento econômico.

A FAS, em 10 anos de existência, tem investido e apoiado negócios de base comunitária na Amazônia, promovendo, além da geração de renda e a conservação, a inclusão de gênero, capacitação e geração de emprego e o desenvolvimento social.

A inclusão socioprodutiva e o desenvolvimento do comércio justo em cadeias produtivas sustentáveis na Amazônia, requerem que o próprio modelo de empreendedorismo, geralmente vinculado a negócios urbanos, seja adaptado à realidade rural e da floresta. Por isso, a FAS utiliza o termo Empreendedorismo Ribeirinho. O empreendedorismo na Amazônia profunda enfrenta um desafio maior do que “apenas empreender”: é necessário coordenar a melhoria da educação, saúde e infraestrutura básica com o desenvolvimento, formação e os incentivos para empreendedores alicerçados em atividades sustentáveis.

Nos últimos dez anos, já foram captados e investidos R$ 217 milhões em atividades de incentivo à geração de renda, apoio à educação, apoio ao associativismo, conservação ambiental, gestão participativa, formação de redes de incentivo ao desenvolvimento da produção (microcrédito, comércio justo
e inovações tecnológicas), apoio à saúde e à qualidade de vida (água/saneamento, habitação e moradia, e comunicação), e empreendedorismo de base comunitária.

A lógica de implementação do Empreendedorismo Ribeirinho sempre prioriza uma visão holística da cadeia produtiva e visa solucionar desafios de produção, gestão e comercialização de produtos da floresta, inclusive problemas de infraestrutura e logística.

Fluxo de desenvolvimento de negócios

Esses desafios, e outros, são levantados junto às comunidades beneficiadas. E as soluções são cocriadas em oficinas e seminários específicos com as comunidades, especialistas e o setor privado. Considerando as cadeias mais sólidas, os gargalos são similares e complexos: falta de investimentos estruturantes em acesso à água e eletricidade, transporte e logística, a falta de assistência técnica e de gestão, limitado acesso ao crédito e ao mercado, e a falta de regulamentações e leis adequadas. A FAS trabalha com uma abordagem que conecta diferentes atores, atividades e estágios de maturação dos elos das cadeias de valor da floresta.

A principal abordagem da FAS é aliar, em um fluxo de desenvolvimento de negócios, as especificidades locais com técnicas, conceitos técnicos e científicos e estratégias sólidas.

Resultados do Programa de Empreendedorismo

332h

de consultorias realizadas

78

comunidades atendidas

482

pessoas beneficiadas

5

ações de mercado realizadas

140

famílias beneficiadas

9

cursos realizados